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Armando Possante

Armando Possante fez os seus estudos musicais no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu os Cursos Superiores de Direcção Coral, com o Professor Christopher Bochmann, Canto Gregoriano, com a Professora Maria Helena Pires de Matos, e Canto, com o Professor Luís Madureira. Foi-lhe atribuído o Título de Especialista em Canto pelo Instituto Politécnico de Lisboa, comprovando a qualidade e especial relevância do seu currículo profissional como professor do ensino superior.

Estudou Canto em Viena com a Professora Hilde Zadek e frequentou masterclasses de canto com os professores Christianne Eda-Pierre, Christoph Prégardien, Siegfried Jerusalem e Jill Feldman. Aperfeiçoou os seus estudos de Canto Gregoriano em Itália com os professores Nino Albarosa, Johannes Göschl, Alberto Turco e Luigi Agustoni. É professor no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa. Orientou workshops no Canadá (Festival 500), Inglaterra (Congresso da ABCD), Singapura (A Cappella Festival), Espanha e Portugal, destacando-se as Jornadas Internacionais de Música da Sé de Évora, onde trabalhou frequentemente ao lado de Owen Rees e Peter Phillips.

 

Jorge Carmona/Antena 2

É director musical e solista do Grupo Vocal Olisipo e do Coro Gregoriano de Lisboa e membro convidado do Nederlands Kamerkoor, tendo-se apresentado em concertos na Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Japão, Luxemburgo, Marrocos, Polónia, Singapura e Suiça. bem como nas principais salas e festivais de música nacionais. 

Conquistou o 3º prémio e o prémio para a melhor interpretação de Bach no 1º Concurso Vozes Ibéricas, o 3º prémio e o prémio para a melhor interpretação de uma obra portuguesa no Concurso Luisa Todi e o 1º prémio no 7º Concurso de Interpretação do Estoril. Foi-lhe atribuido como maestro o prémio Bärenreiter para a melhor interpretação de uma obra renascentista no concurso C. A. Seghizzi em Itália e, com o Grupo Vocal Olisipo, quatro primeiros prémios e vários prémios de interpretação em concursos internacionais na Bulgária, Finlândia e Itália. Gravou mais de duas dezenas de discos com grande reconhecimento crítico, pelos quais recebeu, entre outras distinções, uma nomeação para os prémios da SPA, o Choc du Monde de la Musique e o Diapason d’Or. 

Apresenta-se regularmente com a pianista Luiza da Gama Santos em recitais de Lied, tendo já interpretado obras como os ciclos Winterreise de Schubert, Dichterliebe de Schumann e Lieder eines Fahrendes Gesellen de Mahler. Como solista de oratória interpretou com as principais orquestras do país obras como Missa em Si m, Oratória de Natal, Paixão segundo São João e Magnificat de Bach, Messias de Handel, A Criação de Haydn, Nona Sinfonia de Beethoven, Petite Messe Solennelle de Rossini, Requiem Alemão de Brahms, L’enfance du Christ de Berlioz, Carmina Burana de Orff e as missas de Requiem de Mozart, Bomtempo, Fauré, Duruflé, Lopes Graça, Eurico Carrapatoso e Tigran Mansurian. 

Tem trabalhado também na área da música contemporânea, tendo apresentado em primeira audição obras de vários compositores como Christopher Bochmann, Ivan Moody, Bob Chilcott, Eurico Carrapatoso, Luís Tinoco, António Pinho Vargas, Pedro Amaral, Vasco Negreiros, Sérgio Azevedo, Carlos Marecos e Nuno Côrte-Real, entre muitos outros. 

Estreou-se em ópera no papel de Guglielmo em Così fan Tutte de Mozart, tendo posteriormente participado em produções das óperas L’Amore Industrioso, As Variedades de Proteu, Dido and Aeneas, The Fairy Queen, Venus and Adonis, La déscente d’Orphée aux Enfers, La Donna di Génio Volubile, La Dirindina, Don Giovanni, A Floresta, Corpo e Alma, Jeremias Fisher, O Sonho, L’Elisir d’Amore e Gianni Schicchi.

Tiago Simas Freire

Diretor da Capella Sanctae Crucis é Doutorado (Música e Musicologia) e tem três graus de Mestre (arquitetura, flauta doce e corneta). trabalhou com grandes músicos que se tornaram suas referências. É fundador e diretor artístico da Capella Sanctae Crucis na qual revela a sua pesquisa sobre fontes inéditas da música portuguesa. Na sua investigação foi convidado a desenvolver oficinas na Escola Superior do Porto, o CRR de Paris, Lyon , Conservatório no Conservatório Real de Bruxelas e nos Conservatórios de Aveiro e Coimbra. Desde 2014 é professor de corneta e ornamentação de Música Antiga da ESMAE. Entre 2016 e 2018, trabalhou com William Dongois da Escola Superior de Música de Genebra num projeto de pesquisa. Em 2018 foi convidado para ensinar “História da ornamentação” no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Lyon.

Owen Rees

Owen Rees é Leitor da Faculdade de Música, Fellow, Tutor e Organista do The Queen's College, e Investigador Sénior do Somerville College.

Nascido em 1964, frequentou o St Catharine's College, em Cambridge, onde recebeu uma Bolsa de Estudo em Órgão. A sua investigação pós-graduada também foi realizada em Cambridge, sob a orientação de Peter le Huray e Iain Fenlon, e completou o seu doutoramento em 1991. Foi professor no St Peter's College e St Edmund Hall, Oxford entre 1989 e 1991, e professor e leitor no Departamento de Música da Universidade de Surrey. Assumiu os seus cargos actuais em Oxford em 1997 e foi promovido a leitor em 2006.

Exerce actividade como académico e como intérprete, e essas duas áreas do seu trabalho complementam-se. A sua área de investigação está essencialmente relacionada com a música entre 1450 e 1650, particularmente em Espanha, Portugal e Inglaterra.

 A sua tese sobre a maior colecção remanescente de antigas fontes musicais portuguesas - do Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra - trata tanto de repertórios portugueses como de ligações culturais e musicais entre Portugal e outros países. Editou música de três dos mais importantes compositores portugueses desse período: Manuel Cardoso, Pedro de Cristo e Duarte Lobo. Os seus artigos publicados sobre música espanhola abrangeram estudos das obras de Cristóbal de Morales e Francisco Guerrero, incluindo questões de emulação. Também escreveu sobre a música sacra de William Byrd.

A sua investigação reflecte-se frequentemente nos concertos e gravações dos vários grupos vocais que dirige:Contrapunctus, The Choir of The Queen’s College e The Cambridge Taverner Choir. Com esses grupos, lançou CD's nas editoras Hyperion, Guild e Herald, incluindo seis gravações de polifonia portuguesa de Manuel Cardoso, Duarte Lobo, Pedro de Cristo e outros compositores. Apresenta bastantes concertos todos os anos com estes grupos, no Reino Unido e no exterior. As participações recentes nos festivais incluem: Festival Kirchenmusic de Oslo, Festival Internacional “Portico de Semana Santa de Zamora” e o Festival de Música Antiga de York. Como Organista do The Queen's College, dirige o coro na provisão de música para as missas da capela (três por semana durante o período letivo), concertos, digressões e gravações.

O seu ensino em Oxford inclui muitas áreas da música renascentista, bem como prática historicamente informada e direcção coral. As disciplinas mais recentes que leccionou foram Música e Reformas Protestantes até c. 1630 e Música no Mundo Ibérico, 1492-1650. Em Queen's e Somerville, lecciona muitas áreas de licenciatura, incluindo matérias históricas, técnicas de composição estilística, análise e aptidão ao teclado. Foi orientador de dissertações de pós-graduação sobre uma grande variedade de tópicos, principalmente nos campos da música renascentista e barroca.

Bernadette Nelson

É, atualmente, investigadora sénior do CESEM-FCSH, Universidade Nova de Lisboa. É também membro do Wolfson College em Oxford. Doutorou-se em 1987 no Somerville College em Oxford com uma tese sobre música ibérica para órgão da Renascença e do primeiro Barroco.

Tem trabalhado em instituições, tais como as Universidades de Oxford, Hong Kong, o Royal Holloway College Londres, e o Ashmolean Museum. Nelson tem publicado extensivamente em tópicos relacionados com a música polifónica ibérica e francoflamenga,tais como estudos institucionais, musico-litúrgicos e composicionais, música para tecla e a música sacra de Noel Bauldeweyn e Cristóbal de Morales. Entre os seus interesses encontram-se também as trocas e influências entre a cultura da Europa do Norte e do Sul e ainda a música durante o período renascentista.


Os seus projetos de investigação atuais centram-se na música, músicos e cerimónia nas corte e capela portuguesas e na música e músicos na corte de D. Teodósio I, duque de Bragança. Entre as suas publicações recentes destacam-se: ‘Cristóbal de Morales: Sources, Influences, Reception’ (co-ed. O. Rees:Boydell & Brewer, 2007); e ‘Pure Gold. Golden Age Sacred Music in the Iberian World: A Homage to Bruno Turner’ (co-ed. T. Knighton: Reichenberger, 2011).
Nelson participou em vários projetos de investigação em música e história da Arte financiados pela FCT, sendo o mais recente “A anatomia da polifonia ibérica de finais do século XV e inícios do século XVI” (dir. João Pedro d’Alvarenga no CESEM). É coordenadora da secção de fontes de polifonia da “Portuguese Early Music Database” do CESEM, e fundadora e co-diretora (com Owen Rees) do grupo britânico de música antiga A Capella Portuguesa, que se encontra sediado em Oxford.

David Joseph Yacus

Born in Winchester (Massachusetts, USA), he grew up on the island of Nantucket. He graduated in 1988 from the New England Conservatory of Music (Boston). In 1989, while attending the post-graduate courses of the Juilliard School, he was selected by Zubin Mehta, as the winner of an audition, for a place in the Maggio Musicale Orchestra in Florence. With the Maggio Musicale Orchestra he performs concerts and recordings with renowned conductors international including Zubin Mehta, Carlo Maria Giulini, Riccardo Muti.

At the same time begins to deepen his interests for the music and instruments of the ‘500 and‘ 600, extending subsequently his own research both towards the Middle Ages and towards classicism and beyond. In 1994 leaves the Maggio Musicale Orchestra to devote himself to historical-philological research and performing the repertoire from the Middle Ages onwards, reconstructed in the light of the study of the sources age and through the use of historical instruments and the performance practice of the different periods taken into consideration. He currently devotes most of his energy to the ancient music industry, which sees it protagonist both in research on performance practice and recovery of the repertoire and in intense concert activity.

He collaborates with prestigious orchestras and Italian and foreign musical formations (Akademie für Alte Musik Berlin, Amsterdam Baroque Orchestra, Bach Collegium Japan, Concerto Italiano, Concerto Palatino, Freiburger Barockorchester, La Fenice Ensemble, Les Haulz et Les Bas, La Pifarescha) and is regularly present in the productions of the major broadcasters international radio and television (RAI, Schweizer Radio, Radiotelevisione della Svizzera Italiana, Radio France, Radio Österreich, National Public Radio USA, BBC Radio 3). He cooperated to the recording of numerous CDs (Harmonia Mundi France, Glossa, Harmonia Mundi USA, Stradivarius, Brilliant Classics, CPO, Amadeus) that have received important and excellent prizes criticisms from the specialized press. He was a professor at the "G. Puccini" Conservatory in La Spezia, and for the "Music in Italy" program of Furman University (USA). He gave masterclasses at Oxford University, at the Schola Cantorum Basiliensis (Basel, Switzerland), at the "Guido Cantelli" Conservatory of Novara, and at the Escuela Superior de Musica, Mexico City.

Pedro Teixeira

Obteve o grau de mestrado em Direção Coral pela Escola Superior de Música de Lisboa, onde trabalhou com o Maestro Vasco Pearce de Azevedo e Paulo Lourenço. Foi professor na Escola Superior de Educação de Lisboa, lecionando Educação Vocal e Direção Coral, no curso Música na Comunidade. Foi elemento do Coro Gregoriano de Lisboa, no qual foi solista. Foi ainda cantor no Coro Gulbenkian, onde desempenhou as funções de maestro assistente convidado. Dirige o Coro Ricercare, onde trabalhou com Paulo Lourenço como maestro adjunto, passando a maestro titular em 2002; é diretor artístico do Grupo Vocal Officium; é diretor artístico das «Jornadas Internacionais Escola de Música da Sé de Évora», organização de Eboræ Musica – Associação Musical de Évora, que conta já com vinte e uma edições anuais.
Recebe em 2002 o prémio “The most promising conductor of Tonen 2002” na Holanda. No plano internacional, dirige desde 2011 em Barcelona, em conjunto com Peter Philips, Ivan Moody e Jordi Abelló, o workshop «Victoria400», atelier de canto coral dedicado à música renascentista e contemporânea espanhola, portuguesa e ortodoxa. Foi, de 2012 a 2018, maestro titular do Coro de la Comunidad de Madrid.

Joana Nascimento

Joana Nascimento estudou Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional com Manuela de Sá. Posteriormente, trabalhou com Liliana Bizineche e Susana Teixeira. Como bolseira da Fundação Gulbenkian, estudou no Trinity College of Music, em Londres, sob a orientação de Hazel Wood. Participou em cursos de aperfeiçoamento com Jill Feldman, Peter Harvey, Peter Harrison, Helmut Lips, Marius van Altena, Max van Egmond, Martyn Hill, Iris dell’Acqua, Omar Ebrahim, Ian Pastridge, Dorothy Dorow, Robert Tear e Ron Murdock, entre outros. 


 

Como solista, cantou obras de Monteverdi, Vivaldi, Bach, Händel, Pergolesi, Mozart (entre outras, Requiem, no Grande Auditório do CCB), Haydn, Mendelssohn, Beethoven, Rossini, Saint-Saëns, Bruckner, Vaughan Williams, Honegger, Stockhausen e Louis Andriessen (no âmbito dos 26.os Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea). Desempenhou os papéis de Pastore na ópera L’Orfeo de Monteverdi, Joaz na ópera com o mesmo nome de Benedetto Marcello, Fatima, na ópera Zaira de Marcos Portugal (estreia moderna no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian), Strawberry Woman, na ópera Porgy and Bess de Gershwin, e Mrs. Noye, na ópera Noye’s Fludde de Britten. Apresentou-se com a Orquestra Gulbenkian no Festival ao Largo (iniciativa do Teatro Nacional de São Carlos) interpretando El Amor Brujo de Manuel de Falla. Em recital, apresentou-se com os pianistas Helena Rodrigues, João Crisóstomo e Nicholas McNair. 


É membro fundador do grupo vocal Voces Caelestes. Colabora regularmente com o grupo vocal Officium e o Coro Gulbenkian. Como solista, participou no CD A capela do Rei Magnânimo para a etiqueta PortugalSom, com música de Francisco António de Almeida e Domenico Scarlatti. No âmbito da sua colaboração com o agrupamento Vozes Alfonsinas, especializado no repertório medieval e renascentista, gravou o CD O Tempo dos Trovadores, editado pela PortugalSom. Apresenta-se também como solista no CD Vilancicos negros do século XVII (Coro Gulbenkian, direção do Maestro Jorge Matta), lançado pela Portugaler. Paralelamente ao seu trabalho artístico, desenvolve intensa atividade na área da pedagogia da voz.

Nicholas McNair

Nicholas McNair - Professor na ESML desde 1988. Ensina UCs Repertório de Canto, Correpetição, Leitura de Partituras, Harmonização e Improvisação ao piano, Improvisação ao Orgão, Formação Auditiva para cantores, e Grupo de Improvisação Instrumental (opção). Membro do Coro da Cathedral de Canterbury (chefe 1964), estudou piano, orgão e composição, tendo diplomas do Royal College of Organists e Royal College of Music (Londres), e o grau de Master of Arts da Universidade de Cambridge.

Pedro Lopes e Castro

Pedro Castro nasceu em 1977 no Porto. É diplomado na Escola Superior de Música de Lisboa sob a orientação de Pedro Couto Soares e no Conservatório Real de Haia na Holanda sob a orientação de Sebastian Marq (flauta) e Ku Ebbinge (oboé barroco). No âmbito do mestrado em artes musicais na Universidade Nova de Lisboa realizou a tese “Serenata L'Angelica – um estudo performativo”. Concluiu o doutoramento em música na Universidade de Aveiro defendendo uma tese sobre a tradição da serenata no tempo de D. Maria I. 

A sua actividade profissional inclui várias orquestras e agrupamentos de instrumentos históricos nos principais centros artísticos Europeus. Em Outubro de 2010 dirigiu a estreia moderna da Serenata “L’Angelica” de João de Sousa Carvalho. Em 2012 dirigiu a Opera "Paride ed Elena" de Gluck numa produção encenada por Clara Andermatt. Como solista apresentou-se com a Orquestra Capela Real, Orquestra Divino Sospiro e Orquestra Barroca da Casa da Música com concertos para oboé e orquestra de Vivaldi, Telemann, Marcello e J.S. Bach. No oboé clássico e com o Quarteto Arabesco apresentou-se com o quarteto de Mozart, ícone do repertório virtuosístico do classicismo. Colabora também com os Sete Lágrimas com o qual realizou várias gravações e tournés pela europa.

É coordenador artístico do Concerto Campestre com quem dirigiu, gravou e editou a primeira gravação moderna da Serenata L'Angelica de João de Sousa Carvalho, distribuída mundialmente pela editora Naxos. Colabora com os mestres construtores Mario Estanislau e Vítor Estanislau na reprodução de cópias do oboé de Eichentopf depositado no Museu da Música em Lisboa. Ensina oboés históricos e música de câmara na ESMAE e na ESML.

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